MOBILE WEBTV LIVE BROADCAST BLOG SINCE 2006 : PUBLIC INFOS, WORKSHOPS & LECTURES [Asia, Brazil & Europe]

14dez/090

Towards A Cellphone Cinematography | part#3 :: another paper approved! :)

After my last paper entitled "Foucault checkmated inside Elite Squad movie or the mobile telecommunication as a tracking particle inside Salve Geral movie (Brazil and its contemporary society inside cinematographic conversations)", the new one [that includes a writing also based on “audiovisual rhetoric 2008: Batman#01″, July-October 2008] was accepted!! :)

teaser 01cGDE


Towards A Cellphone Cinematography
[a discussion about mobile telecommunication as a tracking particle
or Foucault checkmated inside widespread Movies]

In this article I will focus myself in two different movies: the blockbuster Batman – The Dark Knight (2008) and the recent Brazilian one Salve Geral (2009).

*How has been mobile telecommunication discussed in these recent popular movies?
*How are these everydayness surveillance technologies being discussed inside cinema?
*How did it become a central component of narrative?

This paper is a sequence of my master degree studies focused in Elite Squad film (2007) related to Foucault analyses about a increasing of control in society how it runs in a cinematography – as its digital networking derivated – discussion nowadays.
...
I'm interested to pointed out how realism depends upon a system of inter-textual and extra-textual codes, i.e. my movies' analyses must include breaking out a range of signification codes, looking at widespread as specific cultural contexts (mobile phones and Foucault studies are “the widespread one” and Brazilian movie and its social reality are “the specific one”). Throwing out of Christian Metz wrote: cinema as a collective production, i.e. how the cinema could be said to signify, or generate, a society common meaning.

teaser 02 pqno

the last post about the same issue, but in portuguese: click here

12nov/090

Por Uma Cinematografia Celular [discussão sobre telefonia móvel e dispositivos de controle da circulação], part#01

BRAZIL BLACKOUT 2009
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A telefonia móvel como partícula de rastreamento ou
Foucault em cheque[-mate-] em uma cinematografia celular
[uma dicussão do dispositivo de controle da circulação nos cinemas e nos camelôs]

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teaser about "audiovisual rhetoric 2008: Batman#01", July-October 2008
[thanks to Angelo, an technological-artist, that ordered me "You must watch this new Batman!, It links to your presentation here & its research"]

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obs >> "Embedding disabled by request" [sic] ...

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o copyrighted* Batman [2008], tal qual nosso recente Salve Geral [2009] e o participativo MANIFESTE-SE [todo mundo artista] – MOBILE WEBTV LIVE BROADCAST [2005-2008], discutem (dentro de suas causas primeiras/ hipóteses/ argumentos-bases) também a função estrutural da telefonia móvel [aquele brinquedinho chamado "celular" e de expansão da mobilidade comunicacional ao redor do mundo...]… Cada qual à sua maneira, apresentam - e discutem - jnt ao público uma mesma questão: tracking.

Dispositivo de Localização Geográfica.
Controle. Comunicação Rastreada.
O importante em uma sociedade disciplinar é exatamente esta possibilidade de controle total de tudo que se encontra em CIRCULAÇÃO, certo?…
uma espécie de DIGITAL DATA PANOPTICO, para além de uma rede Internet, um sistema móvel [mobile]

Mais do que isto, talvez.
Há também em comum, nesta cinematografia blockbuster internacional, uma discussão comportamental a la #Foucault [talvez até mesmo #Guatari e #Deleuze, entre tantos outros somente para citarmos aquela década de 70...],

vou me focar mais uma vez em Foucault neste post, já que estou retornando às pesquisas em voga no Brasil [e abroad] nesta virada de século e primeiros anos do século XXI.
...e quem diria q eu voltaria ao meu querido Batman de Nolan, Christopher [aquele msm britânico-diretor sobre Tesla e clones/ tecnologia, discussão em voga ao redor de 2006...] exatamente um ano depois para este novo post linkado a um filme brasileiro, hein?! ;)

8nov/090

Become a Viewer for Free :: part#01 [REPOSTED]

<< Click here to register and become a Viewer for free >>
[one month later]

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by InternetEyes
[cacau's tip of the day by email-talk]:

“Isso não é um jogo, é algo dissuasivo. Quando as pessoas virem o sinal de que o Internet Eyes patrulha uma câmera, saberão que alguém estará assistindo”, disse à BBC Brasil o criador do site, Tony Morgan. “Atualmente, as pessoas ignoram as câmeras.”


via:

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estava relendo #Foucault p/ colocar aa prova [¿provar=citar?] o foco de meu mestrado [foco, foco] ... pós-palestra de ontem [e pós-chegada do 'novo' livro] ... entao, ao adentrar aa #rede - internet para relaxar[?] -, a #mafia [¿máquinas de guerra?] fala da logica de digital citizen gamers*, como um GTA online e em constante fluxo radial[¿espiral?], & co-BIOscience

VascoGTAgta bope

*Slayers Report for a Post-Blade Runner Generation;
Gamer: Who's Playing You?, a 'new' movie about ctrl etc:

6set/090

Web-Networking Online-Youtubed Videos?

youcube

This last week, two new online devices were up:
#youcube
&
#yooouuutuuube
yooouuutuuube
[THIS WEBSITE IS NOT ENDORSED BY GOOGLE!]

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TRY IT U2!

[ tks to: @outrarse @desvirtual @twitteoergosum ]

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CAN I CALL THEM

"MASHUP-REMIX ONLINE PLATFORMS"?
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youcube2
TAKE A LOOK!


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24out/080

MOBILE LIVE VIDEO & your text in portuguese [or spanish] !

First of all, we want to say THANK YOU to the 21.340 accesses to our ordinary blog! We started it just like a social communication experimental-manifest at Sao Paulo streets (in the southeast of Brazil, 2005/06) and now a lot of these practices, reflections, discussions etc are real [reality?] in this country!... or maybe is better to say: in this enormous city! But our initial idea was to develop it around the country [in a first perspective...], becoming the mobile live video a social network in our economic, social and cultural context. Someday..., we hope and we're working for it!

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"There is not much specific research on mobile live video available in the world instead of a lot of researches have been done on capturing & sharing visual content in mobile contexts"

"Video calls over the internet are now becoming within the reach of the masses. Recent versions of telephony and messaging software such as Skype and iChat allow shared video conversations, while mobile networks (for instance, 3G) are enabling mobile video calls. In general, video has arguably become a first class internet data type (witness the rise of YouTube)"

[this is the next paper-research |Tapio Makela's paper was our first one| to be translated here at manifesto21.tv :: SOON!]

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Would you like to have your research - seems of similar-related work as well as discuss reflections and influences of mobile live LIFE - translated to portuguese?
Then, please send us an email.

You're so welcome!

:)

Manifesto21.TV Team
[The Mobile WebTV Live Broadcasting]

26set/080

[REPOSTED] SAIU NO JORNAL :: A ORDEM DO DISCURSO part#01

PERGUNTA - Os telefones celulares são cada vez mais vistos como potenciais delatores. Ainda é possível limitar esse risco?

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imagem do projeto "Quem conhece a árvore de mandioca?, e-tinerâncias ou CityMapping Performance", enviado ao PSM em 2007 por Milena Szafir...

- A partir do momento em que seu aparelho está ligado, sua operadora pode de fato colocar em andamento toda uma série de mecanismos de espionagem, atendendo ao pedido de algum "vigilante". Existem procedimentos diferentes que permitem localizar alguém com margem de erro de mais ou menos 50 metros, fazendo uma triangulação com as três antenas de telefonia celular mais próximas de seu telefone. Os telefones de nova geração, os "top de linha" atuais, contêm um chip GPS e serão localizáveis com muito mais facilidade e precisão. Para a escuta, não há apenas a possibilidade de interceptar um telefonema, algo que já se tornou muito simples. Uma operadora também tem a possibilidade de fazer um celular funcionar como microfone de ambiente. Juridicamente, a polícia pode, sob certas condições, pedir que a operadora transforme o telefone em microfone, ouvindo tudo o que é dito em volta da pessoa que carrega o aparelho. Em todos esses casos, porém, tanto para a localização como para a escuta, é preciso que o telefone esteja ligado. Portanto, se você quiser evitar ser permanentemente localizável, faça como fazem policiais ou criminosos: desligue seu celular quando não o estiver usando. [ver "POST PANOPTIC ERA"... 2007 txt+video]

como diria Foucault:

<< ...Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdicoes que o atingem revelam logo, rapidamente, sua ligacao com o desejo e com o poder. ...
Existe em muita gente, penso eu, um desejo semelhante de nao ter de comecar, um desejo de se encontrar, logo de entrada, do outro lado do discurso, sem ter de considerar do exterior o que ele poderia ter de singular, de terrivel, talvez de malefico. A essa aspiracao tao comum, a instituicao responde de modo ironico; ...
O desejo diz: 'Eu nao queria ter de entrar nesta ordem arriscada do discurso; nao queria ter de me haver com o que tem de categorico e decisivo; gostaria que fosse aqo meu redor como uma transparencia calma, profunda, indefinidamente aberta, em que outros respondessem aa minha expectativa, e de onde as verdades ase elevassem, uma a uma; eu nao teria senao de me deixar levar, nela e por ela, como um destroco feliz'.
...
Penso na oposicao entre razao e loucura... o louco eh aquele cujo discurso nao pode circular como o dos outros: pode ocorrer que sua palavra seja considerada nula e nao seja acolhida, nao tendo verdade nem importancia, nao podendo testemunhar na justica, nao podendo autenticar um ato ou um contrato... Ou caia no nada - rejeitada tao logo proferida; ...
... eh sempre na manutencao da censura que a escuta se exerce ...
...
...poder de coercao... discurso verdadeiro ... como as praticas economicas, codificadas como preceitos ou receitas, eventualmente como moral, procuraram ... fundamentarse e justificarse, racionalizarse a partir de uma teoria das riquezas e da producao...
...
...tres grandes sistemas de exclusao ... a palavra proibida, a segregacao da loucura e a vontade de verdade... onde a verdade assume a tarefa de justificar a interdicao e definir a loucura; ...
>>

[loucura? ver tbem Flusser...]

PERGUNTA - ...Neste novo "jogo social", por que o sr. é tão crítico com as redes sociais e a prática dos blogs?
- Porque, para mim, o risco maior está aí, especialmente no que diz respeito aos adolescentes. Milhões deles mantêm blogs ou participam de fóruns em que deixam uma quantidade enorme de informações, sem dar-se conta das conseqüências. Já vimos diversos casos: jovens que, em seus blogs, fazem críticas massacrantes às empresas em que fizeram estágio e que, dois anos mais tarde, se surpreendem ao descobrir que os recrutadores lêem esse tipo de coisa. Fazer besteiras e querer se exibir é algo próprio da adolescência. O problema é que os adolescentes difundem suas besteiras em sistemas tecnológicos privados que vão guardar sua memória. Cerca de 90% das pessoas que se cadastram numa rede social não estão mais nela dois meses mais tarde. Fazem todo o processo de admissão, mas acabam se cansando. Deixam para trás uma quantidade enorme de informação pessoal. ... Fiquei pasmo. Assim, o Google [Orkut, Gmail, YouTube...] e o Yahoo! tornaram-se os maiores detentores de informações sobre nossos comportamentos e nossos hábitos de consumo. [ver "espetaculo+vigilancia=consumo" @ mm não é confete & "YOU-ser:" @ Peter Weibel + Joseph Beuys] ... O vigilante é por definição um paranóico. Conseqüentemente, existem muitos inimigos entre os que supostamente estão a seu lado. ... É isso que às vezes acho excessivo nos panfletos sobre a vigilância: sempre há um exagero, ... Os cidadãos também podem voltar certos meios contra seus criadores, vigiando os vigiadores. Um dos aspectos de nossa pesquisa que nos deixou otimistas é a efervescência criadora que está crescendo em torno desse assunto. Diversas formas de resistência, artísticas ou associativas, estão sendo criadas. Podem retardar ou impedir o pior, sensibilizando o grande público. [ver "Video Surveillance Piece - Public Room/ Private Room", Bruce Nauman @ 1969 & "Der Riese", Michael Klier @ 1983 & "Camera Players" @ 1996 & "Host", K. Lucas @ 1997 & "Surveillance-Wireless-Vjing-Performances Panopticadas", mm não é confete @ 2003 & "Life: a user's manual", Michelle Teran @ 2003 & "Sorria, você está sendo filmado", mm não é confete @ 2004/06 & "Spio", Lucas Bambozzi @ 2004/07 & "CityMapping-Performance", MSz @ 2006 & "Atitude Suspeita", Esqueleto Coletivo+EIAetc @ 2006 & "Bike C-Mapping", Milena Szafir @ 2007 & "Consumer Index", SWAMP @ 2007 & "Era Pós-Panóptica: Retóricas Líquidas em Redes Móveis - Obra de Arte ou Social Operating System?", Mariana Kadlec+Milena Szafir @ 2007/08 & "The Panoptic Society or Immortality in Love with Death", Peter Weibel @ 2007 & "O Ovo da Serpente 2.0", Giselle Beiguelman @ 2008 & "The Suspect Backpack", Somaya Langley @ 2008] ...

26set/080

SAIU NO JORNAL :: A ORDEM DO DISCURSO part#02

BIOMETRIA, CARTÕES DE COMPRAS, CÂMARAS DE VIGILÂNCIA E INTERNET MONITORAM INDIVÍDUOS E EXTINGUEM IDÉIA DE ANONIMATO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA (FSP,14/set/2008)

[mais infos a respeito baixe gratuitamente aqui o pdf @ 2007 ou aguarde nova publicacao online]

A vigilância hoje abrange quase todas as nossas interações com o mundo e todos os nossos sentidos

Desaparecer ainda é possível, mas é preciso saber o que isso representa em termos de esforço
...

Satélites de observação, câmeras de vigilância, passaportes biométricos, arquivos administrativos, policiais ou comerciais, chips movidos a freqüência de rádio, GPS, celulares, internet: o cidadão moderno vive no centro de uma rede de tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas e cada vez mais indiscretas. Cada uma dessas ferramentas, criadas supostamente para nos oferecer segurança e conforto, nos classifica ou até mesmo nos observa. Ao mesmo tempo cúmplices e inconscientes, somos enredados em uma sociedade de vigilância. Será que ainda é possível escapar desses dispositivos múltiplos que nos cercam por todos os lados? ... [Sob Vigilância, ... 252 págs., ]. O livro traz uma visão geral dessas tecnologias, procurando diferenciar entre os temores irracionais e os riscos reais de desvios.

PERGUNTA - Quais são hoje os grandes domínios da vigilância tecnológica?
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mais uma imagem do projeto "Quem conhece a árvore de mandioca?, e-tinerâncias ou CityMapping Performance" @ 2007...

["diferenciando pero no oponiendo al turista y al vagabundo. El turista es el que viaja sin problemas de visa, el que viaja por viajar y el que se vuelve cuando le da gana. El vagabundo en cambio es, en realidad, el emigrante, expulsado de su pais pq no hay trabajo, y que llega a un pais en el que tampoco le dan trabajo, o si se lo dan, es en unas condiciones de explotacion brutales, ...

los gran movimientos que las ciencias sociales necesitan pensar hoy son tambien dos movimientos muy diferentes pero complementarios: las migraciones poblacionales y los flujos de imagenes e informacion [dados] ... en ultimas un mundo sin vagabundos es la utopia de los turistas, ...

[hay] la necessidad de pensar la relacion entre migraciones y flujos mediaticos ...", Bauman y Martin-Barbero]

- Podemos traçar círculos concêntricos. O primeiro são os "pedaços" de nós mesmos -tudo o que diz respeito à biometria. Vamos progressivamente entregando um certo número de elementos que nos pertencem, que nos identificam. Essa história começou com nossas impressões digitais. Hoje, chegou ao DNA, à íris, à palma da mão; dentro em breve, será nosso modo de andar ou nossos tiques. O segundo círculo é aquele formado por todos os captadores que nos cercam -aqueles que nos observam, como videovigilância, webcams, aeronaves de espionagem não tripuladas, aviões, helicópteros, satélites. Há também a escuta, em todos os sentidos do termo. Não se deve esquecer nunca que o primeiro método de escuta é uma pessoa ao nosso lado. Também podem ser usados nossos próprios objetos, especialmente o telefone. Comprei um GPS ou um telefone celular. Será que é possível me seguir graças a esses aparelhos? Será que os vários cartões -de crédito, de fidelidade, de assinante- que carrego na carteira revelam coisas a meu respeito, em tempo real, a cada vez que os utilizo? ...

Depois, há a internet. Será que minha sede de fazer amigos, de me fazer conhecer, não me leva a revelar coisas demais, que algum dia poderão ser usadas contra mim? Logo, os domínios de vigilância hoje abrangem quase todas as nossas interações com o mundo externo e praticamente todos os nossos sentidos. Os receios são mais fortes na medida em que percebermos que teríamos muita dificuldade em viver sem muitas dessas tecnologias. Essa situação é bastante representativa de nossa ambivalência diante dessas questões.

PERGUNTA - Nas cidades do Reino Unido, os sistemas de vigilância já utilizam 25 milhões de câmeras em lugares públicos. A que se deve esse interesse?
- É algo muito irracional, pois não existe trabalho de pesquisa que confirme a eficácia das câmeras. ... A videovigilância é uma ajuda preciosa principalmente para a solução de investigações, a posteriori.

[Ginsburg e Foucault revelam o inicio deste "cadastramento" civilizatorio de nossa sociedade ocidental:]
"

PERGUNTA - Ainda é possível "desaparecer" em nossas sociedades? Isto é, ainda é possível escapar do controle da tecnologia?
- Desaparecer ainda é possível, mas é preciso saber o que isso representa em termos de esforço, sobretudo se você ainda vive na legalidade, sem falsa identidade ou cirurgia plástica. ... O problema é que esse afastamento da sociedade vai parecer sobretudo uma viagem ao passado, um retorno às formas antigas de controle social. Em seu pequeno vilarejo perdido, não haverá quase ninguém, mas todo mundo num raio de dez quilômetros saberá tudo sobre seus hábitos cotidianos, suas particularidades. [DOGVILLE] Os séculos anteriores à tecnologia moderna estavam longe de serem épocas sem vigilância. [GINSBURG & FOUCAULT] Para evitar isso, você talvez prefira mergulhar fundo na selva urbana. As multidões das cidades ainda podem garantir o anonimato. [Baudelaire & WALTER BENJAMIN] ...

PERGUNTA - Sem ir tão longe assim, ainda é possível pelo menos controlar as informações a nosso respeito que permitimos que sejam registradas?
- Se você decide permanecer na sociedade, as informações a seu respeito vão necessariamente circular. Você paga impostos ao fisco, que, conseqüentemente, sabe coisas a seu respeito, assim como sabe seu empregador etc. Mas você pode evitar dar informações a seu respeito que ninguém o obrigue a revelar.
Você pode evitar preencher todos os questionários aos quais geralmente não presta atenção. [ver "Vjiar - Web-Vjing-Cam", 2005/6]...

PERGUNTA - A maior porta para a invasão de nossa vida privada ainda é o computador ligado à internet?
ROUSSELIN - Com certeza. A maioria dos computadores nos é entregue com sistemas operacionais que dão direito legal à Microsoft ou à Apple de colocar em nossas casas espiões que supostamente estão ali por boas razões. A partir do momento em que somos conectados à rede, independentemente de qualquer decisão autônoma de nossa parte, um pequeno tráfico começa a se desenrolar, ... coletando informações sobre nossa estação de trabalho. .... O problema se agrava mais a partir do momento em que se navega na web. A cada vez que visitamos um site, este registra o número de páginas vistas, o tempo de consulta em cada uma, os links seguidos, o percurso integral do cliente antes da transação, assim como os sites consultados antes e depois. [ver: "Ctrl/Espace - Rhetorics of Surveillance,
from Bentham to Big Brother", Thomas Y. Levin + Peter Weibel
& "Vjiar - Web-Vjing-Cam"] ...

PERGUNTA - Em lugar de passar despercebida, a solução seria continuar ativo para subverter o sistema?
- Sim, ainda restam muitas áreas de nossa vida pessoal em que nem tudo está decidido. E cabe a cada um de nós fazer com que a vigilância não se amplie. Estamos assistindo ao surgimento de ativistas, vemos artistas, pessoas que têm comportamentos sadios. Mas então topamos com nosso próprio comodismo, nossos pequenos interesses momentâneos. É contra isso que é preciso lutar. Contra nós mesmos? Sim! Porque gostamos do que é moderno e simples. A força do Google ou da Apple é a dessas interfaces incrivelmente fáceis e intuitivas, que nos seduzem. Todos nós temos amigos que nos fazem a demonstração de seu mais novo objeto "super-high-tech", que se gabam interminavelmente das qualidades de seu novo telefone etc. O que fazem não é nada mais, nada menos que promover o novo instrumento que os vigia. E sentem muito orgulho disso. Somos todos um pouco assim. ...
[entrevista com T. Rousselin, a íntegra deste texto saiu no "Le Monde" e circulou em listas-online de arte em setembro/2008]