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Publicado por milena em 14 Dez 2009 | sob: PALESTRAS & OFICINAS, ENSAIOS, mestrado#1_TRADUZIR!, LOCATIVE MEDIA, English, ¿ OFF TOPIC ?
After my last paper entitled “Foucault checkmated inside Elite Squad movie or the mobile telecommunication as a tracking particle inside Salve Geral movie (Brazil and its contemporary society inside cinematographic conversations)”, the new one [that includes a writing also based on “audiovisual rhetoric 2008: Batman#01″, July-October 2008] was accepted!!
Towards A Cellphone Cinematography
[a discussion about mobile telecommunication as a tracking particle
or Foucault checkmated inside widespread Movies]
In this article I will focus myself in two different movies: the blockbuster Batman – The Dark Knight (2008) and the recent Brazilian one Salve Geral (2009).
*How has been mobile telecommunication discussed in these recent popular movies?
*How are these everydayness surveillance technologies being discussed inside cinema?
*How did it become a central component of narrative?This paper is a sequence of my master degree studies focused in Elite Squad film (2007) related to Foucault analyses about a increasing of control in society how it runs in a cinematography – as its digital networking derivated – discussion nowadays.
…
I’m interested to pointed out how realism depends upon a system of inter-textual and extra-textual codes, i.e. my movies’ analyses must include breaking out a range of signification codes, looking at widespread as specific cultural contexts (mobile phones and Foucault studies are “the widespread one” and Brazilian movie and its social reality are “the specific one”). Throwing out of Christian Metz wrote: cinema as a collective production, i.e. how the cinema could be said to signify, or generate, a society common meaning.
Publicado por milena em 26 Nov 2009 | sob: PALESTRAS & OFICINAS, ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS
Publicado por milena em 12 Nov 2009 | sob: ENSAIOS, mestrado#1_TRADUZIR!, LOCATIVE MEDIA, THROUGH THE WORLD, ¿ OFF TOPIC ?

A telefonia móvel como partícula de rastreamento ou
Foucault em cheque[-mate-] em uma cinematografia celular
[uma dicussão do dispositivo de controle da circulação nos cinemas e nos camelôs]


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o copyrighted* Batman [2008], tal qual nosso recente Salve Geral [2009] e o participativo MANIFESTE-SE [todo mundo artista] – MOBILE WEBTV LIVE BROADCAST [2005-2008], discutem (dentro de suas causas primeiras/ hipóteses/ argumentos-bases) também a função estrutural da telefonia móvel [aquele brinquedinho chamado “celular” e de expansão da mobilidade comunicacional ao redor do mundo…]… Cada qual à sua maneira, apresentam - e discutem - jnt ao público uma mesma questão: tracking.
Dispositivo de Localização Geográfica.
Controle. Comunicação Rastreada.
O importante em uma sociedade disciplinar é exatamente esta possibilidade de controle total de tudo que se encontra em CIRCULAÇÃO, certo?…
uma espécie de DIGITAL DATA PANOPTICO, para além de uma rede Internet, um sistema móvel [mobile]
Mais do que isto, talvez.
Há também em comum, nesta cinematografia blockbuster internacional, uma discussão comportamental a la #Foucault [talvez até mesmo #Guatari e #Deleuze, entre tantos outros somente para citarmos aquela década de 70…],
vou me focar mais uma vez em Foucault neste post, já que estou retornando às pesquisas em voga no Brasil [e abroad] nesta virada de século e primeiros anos do século XXI.
…e quem diria q eu voltaria ao meu querido Batman de Nolan, Christopher [aquele msm britânico-diretor sobre Tesla e clones/ tecnologia, discussão em voga ao redor de 2006…] exatamente um ano depois para este novo post linkado a um filme brasileiro, hein?!
Publicado por manifeste-se em 13 Mar 2009 | sob: ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS, LOCATIVE MEDIA, English

Publicado por manifeste-se em 16 Out 2008 | sob: ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS
Publicado por manifeste-se em 12 Out 2008 | sob: ENSAIOS, LOCATIVE MEDIA
Em seu ensaio “Cinema and Embodied Affect”, Anne Rutherford se refere a noção de Foucault sobre anatomia como as ‘técnicas do cadáver’. O corpo humano na mesa de dissecação está ‘roubado da vida, separado de sua conexão à experiência vivida daquele corpo’. Em um cadáver, corpos estão desprovidos de vida. A partir da perspectiva de um satélite, analogamente aos caminhos que a anatomia se configura como uma experiência subjetiva – na visão de Merleau-Ponty[1] –, lugares estão sem vida.
Tomando como ponto de partida uma experiência subjetiva e uma experiência efetiva de um lugar, eu quero reverter uma perspectiva frequentemente utilizada sobre geolocation. Lugares se tornam cheios de significado através de atos/ ações de significação individual e compartilhadas, e não porque eles se apresentam como ‘dado-locativo’. Como as práticas artísticas, ao se utilizarem de várias tecnologias de locatividade, promovem locais de convivência? Seria o ‘efeito de lugar’, tanto quanto o ‘efeito tecnológico’, relevante às práticas artísticas-midiáticas baseadas na locatividade?
Meu atual projeto de pesquisa – “Tecnologias de Locatividade” – parafraseia o clássico livro de Jonathan Crary (“Técnicas do observador: sobre visualidade e modernidade no século XIX”): pode-se considerar que tecnologias de locatividade e de vigilância em rede têm extendido o projeto da modernidade. O uso de tecnologias como GPS apresenta-se, de acordo a Caroline Basset, como ‘remote sensing’, ‘algo que sugere profundas transformações no senso perceptivo humano, como parte de uma ampla série de mudanças (influenciadas tecnologicamente) que vem apresentando um impacto… no cotidiano’.
‘Remote Sensing’ parece sugerir que é possível estar em um lugar e experimentá-lo fora dele em um mesmo instante (ao mesmo tempo). Realmente, ao utilizarmos qualquer mídia em rede implicaria que alguém está ‘remote sensing’. No entanto, o termo aponta na direção de designers e artistas desafiadores que vêm trabalhando com mídias-locativas. Os usuários estão experimentando seus territórios imediatos assim através de pequenas telas e áudio eles acessam uma camada representacional [representativa?] sobre a mesma localidade. Remoteness, portanto, acontece ao mesmo tempo tanto em GPS, WiFi ou rede de telefonia móvel – celular – quanto apresentam-se ’sem significado’ [meaningless]. O que realmente importa é o que apresenta-se visível a alguém e o que segue escondido.
Nos projetos do Blast Theory – Can you see me now? (2002) and Uncle Roy All Around You (2003) – lugares são parte de um cenário de game. O uso de jogadores remotos [controlados?] e da rua cria uma tensão entre poder estar remotamente em um local e atuar nele. Assim, mesmo que as coordenadas de um GPS sejam relevantes a partir da perspectiva de um design funcional e que talvez contribua para uma localidade imaginária, estes trabalhos focam-se mais no ‘afeto do social e da jogabilidade’ do que no ‘afeto do lugar’.
Mais do que falar sobre um sentido permanente de lugar, segundo o conceito de vizinhanca de Pierre Mayoul (ver The Practice of EverydayLife, vol.2 – Michel de Certeau), nestes projetos do Blast Theory, uma experiência temporal do pedestre torna-se momentaneamente compartilhada e em compartilhamento. Participação é a chave sem a qual estes trabalhos não são acessíveis. Em um trabalho mais recente – entitulado Rider Spoke (2007) –, Blast Theory experimentou uma participação dessincronizada, onde ‘jogadores’ podiam gravar e compartilhar suas impressões de ‘lugares escondidos’. Sem um cenário de jogo como motivação, Rider Spoke não seria bem sucedido no agregamento social de diferentes participantes. Formado por ciclistas guiados através de fones de ouvido e de um pequeno PDA, no congestionado tráfego de Londres, transforma-se em uma sobrecarregada sensação [sensorial overload] dando uma boa lembrança de quão difícil é desenhar interfaces audiovisuais para espaços públicos.
Miwon Kwon, em seu livro Um lugar após o outro: identidade local e site-specific arte, descreve quão previamente a arte de site-specific estava atrelada às condições materiais de lugares urbanos. Mais recentemente, o local específico [site specificity] tem crescentemente se destinado a relações entre lugares, práticas e pessoas. Ela fala sobre os ‘trabalhos de arte críticos’, os quais têm se movido de um local ao outro, formando ‘intimidades temporais’. Um papel mais responsável pelo artista é formar engajamentos de longa-data para os lugares através de ‘sustaining relations‘ [relações de sustentabilidade/ de sustento?].
Em Urban and Social Tapestries – de Proboscis – a mídia-locativa torna-se uma ferramenta e uma plataforma de ‘etnografia experimental’. Muito na tradição da comunidade artística – como a narração coletiva dos lugares – torna-se um caminho não somente de escrita ou do ‘fazer-midiático’ sobre este locais, mas sim de criação para uma nova maneira de sociabilidade entre os participantes, onde estes tornam-se além co-leitores, mas co-autores.
Anne Rutherford segue Crary quanto ao trabalho de Glen Mazis, compreendendo ‘estética afetiva’ [relacional?] como uma combinação de movimento, corporalidade-subjetiva [embodiment] e tato. Na mídia-locativa, o ‘lugar afetivo’ [lugar de afeto] é ao mesmo tempo construído através do imediato tanto quanto um sentido remediado de lugar. Visto frequentemente como um exercício individual, um sentido de lugar na arte de mídia-locativa pode – mesmo que tão somente por um momento transitório – ser construído e mediado socialmente.
De alguma maneira, esta construção social do lugar enudece as arquiteturas. Talvez o cadáver na mesa de dissecação urbana seja a cidade concreta por si mesma, que assim como um disco rígido é continuamente reescrito (onde memórias perdidas e representações são gradualmente apagadas por novas). Se o cinema está apto a sugerir um imaginário de cidade como um tipo de permanente nostalgia, as artes locativas apresentam-se mais como plataformas dissincronizadas naqueles que atuam conjuntamente nas práticas urbanas sociais e individuais.
A ênfase na prática coincide com o crescimento do uso do computador como mediador de redes socais [de sociabilidade]. Assim como a anatomia é incapaz de entender a corporalidade, a teoria da Interação Homem-Computador também não é capaz de descrever sozinha a variedade de compreensões das práticas em rede. Recente teorização das redes baseadas em I.H.C., por exemplo por Tiziana Terranova, tem como alternativa proliferar os sistemas tecnológicos e biológicos à esfera do social na tradição cibernética.
Se o sistema teórico posiciona os usuários como atores estruturalistas de um ‘cíclico retorno’ [feedback loop] nos esquemas geométricos e lógicos, o que seguiria a partir de avanços similares em consideração à mídia via geospatially? A posição do usuário é a de um ponto, e sobretudo, aquele formador de uma linha. Em trabalhos desenhados a partir do uso de GPS, como The GPS Drawing Project, em Amsterdam, mapas de Esther Polak e caminhadas litorâneas por Tery Rueb, o imaginário espacial resultante faz-nos relembrar os desenhos computadorizados da década de 60 inspirados pela cibernética. Somente desta vez – agora – o agente humano vem se tornando um ator no interior do sistema planejado. Esta posição ou espacialidade – ‘pin point’ – é unlivable [’desvivenciado’?]. O ponto de geolocation produz um traço, mas segue como um signo efêmero, frequentemente incapaz de compreender o afeto de sociabilidade, mobilidade e lugar dos participantes nestas experiências práticas em rede. Assim como o time code demarca filmes e vídeos, aquele ponto torna-se relevante somente tão logo o jogo ou a interação ao redor dele – as narrativas ou a mídia anexadas a ele – estão aptas a criar um lugar afetivo (lugar de afeto), ou uma situação afetiva, oscilando entre relações de sustentabilidade e intimidades temporais.
———- Forwarded message ———-
Date: Mon, Oct 6, 2008 at 4:29 PM
To: tapio makela
“…i just have some questions about ‘real meanings’ [right interpretation/ translation] for well translating (interpretation in portuguese) it:
1. ‘embodiement’ >> i’d translated from the Merleau-Ponty concept (a subjective experience about some aspect of reality)… is it right in your txt?
2. affect >> i’d explained in the translation txt in portuguese it’s relation to Spinoza’s concept (to affect ~ dialogues & shared sensitive experiences through the human being - the society)… is it right in your txt?
3. about your artistic examples, beyound the idea of game, participation and functional designs interfaces, your txt is a critical vision about ‘new locative media’, where the actors are just a ‘pin point’ and don’t have a really affect of sociabillity etc, isn’t it?
[”the places were reduced to ‘pin points’ (dots) and colors in the maps…” - Walter Benjamin, 1927]
Publicado por manifeste-se em 11 Out 2008 | sob: ENSAIOS, dot TV, QUESTOES PUBLICAS
Publicado por manifeste-se em 06 Out 2008 | sob: MANIFESTOS 2006 ONLINE, ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS
OUTRAR-SE nao eh antropofagia!, antropofagia eh um conceito do seculo XIX/XX… os modernistas falavam de ANTROPOFAGIA!!!!!… estamos a extender a modernidade?!… (…)
“the places were reduced to ‘pin points’ (dots) and colors in the maps…” sobre midias locativas em Quem conhece a árvore de mandioca?, e-tinerâncias ou CityMapping Performance @ 2007 projeto de Milena Szafir…
“A Funcao do cronista [turista, cartografo, antropologo, etnologo…] seria o de incorporar o Brasil criticamente aa sua vivencia”, pag. 04 in Quem conhece a árvore de mandioca?, e-tinerâncias ou CityMapping Performance…
Publicado por manifeste-se em 26 Set 2008 | sob: PALESTRAS & OFICINAS, ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS
“…um dos aspectos mais interessantes do olhar proposto por Medosh é a crítica da comodificação dos aparelhos, uma espécie de fetiche da mercadoria em uma sociedade em que a identificação entre os aparelhos e estilos de vida os transformam em mecanismos perversos. No avesso deste aspecto negativo cada vez menos percebido pelos usuários dos aparelhos portátes, Medosh coloca o tecno-determinismo, crença ingênua no poder redentor da tecnologias.” MB/2008
mais sobre o msm (maio/2007) clique aki. more info, click here.
“utopias, distopias e heterotopias”: algumas referencias a partir de Flusser, Foucault, Walter Benjamin e outros [em breve mais citacoes pertinentes :: a validacao da autoridade…]
[se vc tiver mais contribuicoes sobre o assunto, este eh um espaco aberto e agradecemos a participacao!]
:)
em tempo retroativo:
“After a series of topics either trying to predict the future or to be omni-comprehensive, the 2007 edition of Ars Electronica focuses on something that everybody should feel as a urge, while its title is ‘Goodbye Privacy’. The same name conference is curated by Armin Medosh, a veteran of online art and activism, and Ina Zwerger gathers activists, theorist as well as people outside of the usual circles for a potentially promising debate. …”
Publicado por manifeste-se em 26 Set 2008 | sob: MANIFESTOS 2006 ONLINE, ENSAIOS, QUESTOES PUBLICAS, mestrado#1_TRADUZIR!
PERGUNTA - Os telefones celulares são cada vez mais vistos como potenciais delatores. Ainda é possível limitar esse risco?
- A partir do momento em que seu aparelho está ligado, sua operadora pode de fato colocar em andamento toda uma série de mecanismos de espionagem, atendendo ao pedido de algum “vigilante”. Existem procedimentos diferentes que permitem localizar alguém com margem de erro de mais ou menos 50 metros, fazendo uma triangulação com as três antenas de telefonia celular mais próximas de seu telefone. Os telefones de nova geração, os “top de linha” atuais, contêm um chip GPS e serão localizáveis com muito mais facilidade e precisão. Para a escuta, não há apenas a possibilidade de interceptar um telefonema, algo que já se tornou muito simples. Uma operadora também tem a possibilidade de fazer um celular funcionar como microfone de ambiente. Juridicamente, a polícia pode, sob certas condições, pedir que a operadora transforme o telefone em microfone, ouvindo tudo o que é dito em volta da pessoa que carrega o aparelho. Em todos esses casos, porém, tanto para a localização como para a escuta, é preciso que o telefone esteja ligado. Portanto, se você quiser evitar ser permanentemente localizável, faça como fazem policiais ou criminosos: desligue seu celular quando não o estiver usando. [ver “POST PANOPTIC ERA”… 2007 txt+video]
como diria Foucault:
<< …Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdicoes que o atingem revelam logo, rapidamente, sua ligacao com o desejo e com o poder. …
Existe em muita gente, penso eu, um desejo semelhante de nao ter de comecar, um desejo de se encontrar, logo de entrada, do outro lado do discurso, sem ter de considerar do exterior o que ele poderia ter de singular, de terrivel, talvez de malefico. A essa aspiracao tao comum, a instituicao responde de modo ironico; …
O desejo diz: ‘Eu nao queria ter de entrar nesta ordem arriscada do discurso; nao queria ter de me haver com o que tem de categorico e decisivo; gostaria que fosse aqo meu redor como uma transparencia calma, profunda, indefinidamente aberta, em que outros respondessem aa minha expectativa, e de onde as verdades ase elevassem, uma a uma; eu nao teria senao de me deixar levar, nela e por ela, como um destroco feliz’.
…
Penso na oposicao entre razao e loucura… o louco eh aquele cujo discurso nao pode circular como o dos outros: pode ocorrer que sua palavra seja considerada nula e nao seja acolhida, nao tendo verdade nem importancia, nao podendo testemunhar na justica, nao podendo autenticar um ato ou um contrato… Ou caia no nada - rejeitada tao logo proferida; …
… eh sempre na manutencao da censura que a escuta se exerce …
…
…poder de coercao… discurso verdadeiro … como as praticas economicas, codificadas como preceitos ou receitas, eventualmente como moral, procuraram … fundamentarse e justificarse, racionalizarse a partir de uma teoria das riquezas e da producao…
…
…tres grandes sistemas de exclusao … a palavra proibida, a segregacao da loucura e a vontade de verdade… onde a verdade assume a tarefa de justificar a interdicao e definir a loucura; … >>
PERGUNTA - …Neste novo “jogo social”, por que o sr. é tão crítico com as redes sociais e a prática dos blogs?
- Porque, para mim, o risco maior está aí, especialmente no que diz respeito aos adolescentes. Milhões deles mantêm blogs ou participam de fóruns em que deixam uma quantidade enorme de informações, sem dar-se conta das conseqüências. Já vimos diversos casos: jovens que, em seus blogs, fazem críticas massacrantes às empresas em que fizeram estágio e que, dois anos mais tarde, se surpreendem ao descobrir que os recrutadores lêem esse tipo de coisa. Fazer besteiras e querer se exibir é algo próprio da adolescência. O problema é que os adolescentes difundem suas besteiras em sistemas tecnológicos privados que vão guardar sua memória. Cerca de 90% das pessoas que se cadastram numa rede social não estão mais nela dois meses mais tarde. Fazem todo o processo de admissão, mas acabam se cansando. Deixam para trás uma quantidade enorme de informação pessoal. … Fiquei pasmo. Assim, o Google [Orkut, Gmail, YouTube…] e o Yahoo! tornaram-se os maiores detentores de informações sobre nossos comportamentos e nossos hábitos de consumo. [ver “espetaculo+vigilancia=consumo” @ mm não é confete & “YOU-ser:” @ Peter Weibel + Joseph Beuys] … O vigilante é por definição um paranóico. Conseqüentemente, existem muitos inimigos entre os que supostamente estão a seu lado. … É isso que às vezes acho excessivo nos panfletos sobre a vigilância: sempre há um exagero, … Os cidadãos também podem voltar certos meios contra seus criadores, vigiando os vigiadores. Um dos aspectos de nossa pesquisa que nos deixou otimistas é a efervescência criadora que está crescendo em torno desse assunto. Diversas formas de resistência, artísticas ou associativas, estão sendo criadas. Podem retardar ou impedir o pior, sensibilizando o grande público. [ver “Video Surveillance Piece - Public Room/ Private Room”, Bruce Nauman @ 1969 & “Der Riese”, Michael Klier @ 1983 & “Camera Players” @ 1996 & “Host”, K. Lucas @ 1997 & “Surveillance-Wireless-Vjing-Performances Panopticadas”, mm não é confete @ 2003 & “Life: a user’s manual”, Michelle Teran @ 2003 & “Sorria, você está sendo filmado”, mm não é confete @ 2004/06 & “Spio”, Lucas Bambozzi @ 2004/07 & “CityMapping-Performance”, MSz @ 2006 & “Atitude Suspeita”, Esqueleto Coletivo+EIAetc @ 2006 & “Bike C-Mapping”, Milena Szafir @ 2007 & “Consumer Index”, SWAMP @ 2007 & “Era Pós-Panóptica: Retóricas Líquidas em Redes Móveis - Obra de Arte ou Social Operating System?”, Mariana Kadlec+Milena Szafir @ 2007/08 & “The Panoptic Society or Immortality in Love with Death”, Peter Weibel @ 2007 & “O Ovo da Serpente 2.0″, Giselle Beiguelman @ 2008 & “The Suspect Backpack”, Somaya Langley @ 2008] …